Está aberta a temporada de Blockbusters!
Agora é mais que oficial, está aberta a temporada de Blockbusters. Bom, vamos passo a passo. Estava eu, agora com os meus dias contados na faculdade e com tempo ocioso neste período de férias. Sexta feira, nada a fazer. Resultado? Cinema, ora bolas. A bola da vez... O Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado.

Dinheiro? Sem um ‘puto’ no bolso. Vou me então ao caixa eletrônico ver o saldo e descubro ter apenas R$11,90. Saco o dinheiro na esperança de saber que será de bom gasto a minha pouca quantia.

Sem filas, sem espera, sem fãs nerds e velhinhas desorientadas para me pedir a mesma informação por vezes seguidas, como na vez anterior. E olha que fui na estréia. Pago meia entrada e não demoro muito, adentro à sala de cinema. Sozinho, devo acrescentar. Às vezes a galera fura!

O que posso dizer do filme? MAIOR E MEHOR que o anterior, sem sombra de dúvidas. Mais ação, mais efeitos especiais, mais piadinhas engraçadas... ah sim, quanto as piadinhas, vão desde a vida sexual do Coisa à caras e bocas engraçadinhas dos personagens. Nada que me arranque gargalhadas, ao contrário de quem estava no escuro da sala, embora que forçadas em certos momentos.

Este filme tem a receita precisa para um Blockbuster. Efeitos especiais, grandiosas cenas de ação, uma frasezinha ou outra de efeito (embora agora não me lembre quais) e logicamente... o tão velho e conhecido conceito maniqueísta – A eterna luta do Bem contra o Mal.

No filme o arauto de Galactus, Surfista Prateado ou Silver Surfer, pros mais aficionados chega ao globo terrestre causando mudanças climáticas radicais por onde passa. E com todos os cientistas no mundo pra descobrir o que está havendo, entra em ação o Quarteto Fantástico. Mais precisamente o doutor Reed Richards – Senhor Fantástico. Mas por que de ser ele O CARA? Segundo suas palavras “...Pq eu sou uma das mentes mais brilhantes do Séc XXI e namoro com a mulher mais gostosa do planeta!” Frase tal seguida de um “Você me deixou tão excitada.” da Senhora Richards, tb conhecida como Mulher Invisível. Q coisa culta não?

Mas calma, se vc acha que este filme é fanfarrão e canastrão, engana-se. O filme traz seqüências dignas de dizer ‘Do caralho essa cena’. Como quando Johnny Storm - Tocha Humana - persegue o Surfista logo após o casamento de Sue e Reed ser destruído. Uma coisa sem sentido na cena é o fato do garoto flamejante usar de seu uniforme de super – herói por debaixo do terno novinho e de marca. Claro, como pude esquecer? Super – heróis!!! Usam suas indumentárias por debaixo das roupas civis, sempre.

Há tb a participação do Dr. Doom. É curta, porém concisa. Com ele há algumas caras e bocas, mas sem frases de impacto. É simples, direto, conciso, econômico nas palavras. Não abre a boca, a não ser pra gastar saliva com somente o necessário. Tudo bem q uma hora ou outra ele faça a pose de vilão fodão, com raios cósmicos saindo de suas mãos. Clichê! Digo até mesmo que a cena do gênio do Alladin faz melhor a coisa desse tipo, ao estufar o peito e ecoar um grito de auto-afirmação. Quem já viu este desenho sabe do que falo. Mas mesmo assim, apesar de momentos como esse serem caricatos, faz com o que o filme seja legal, um bom passatempo.

O visual do Surfista. Posso dizer que é do caralho. Poderia dizer que o filme é do caralho.
Mas pode ser apenas a minha euforia no momento, causada pelo filme. Quem sabe? Um dos momentos mais legais é o clímax do final. Com a chegada do fim do mundo como conhecemos, aquele aspecto bem dantesco e apocalíptico.

Os céus sendo cobertos pela escuridão sem fim. Uma sombra e tempestade de raios e nuvens tomando conta dos arranha-céus.Uma música de fundo apropriada. Mas se me perguntarem, eu diria que cena desse tipo é melhor como aquela do clímax de Armaggedon, quando Bruce Willis está no asteróide a ser destruído.

Bom, voltando... A luta decisiva do Bem contra o Mal. E por mais uma vez, as cenas de ação e os efeitos de computação gráfica são muitíssimo competentes. E parando pra pensar melhor, o visual do Surfista ta do caralho mesmo. Tanto quanto seu visual, a sua voz. Laurence Fishburne é quem dubla. Boa entonação vocal, mas com uma leve modificação para ficar mais grave. Um bom filme para quem acompanha as aventuras do arauto prateado há quarenta anos.

Só espero que os efeitos do aquecimento global de que tanto ouvimos falar desde que nos entendemos por gente, não seja como a cena descrita no final. Seria de deixar o cu trancado. Ahahahahaa Esta cena em questão, o ápice do clímax, traz uma seqüência do Surfista impressionante. Vemos que o destino, ou melhor, a derrocada do mundo é inevitável. Mas... como se trata de um filme de heróis e pra toda família, o final feliz vem e com direito a casamento e tudo.

O filme acaba e a sensação de entretenimento e de estar em estado de abstenção ainda perduram no corpo. Um bom passatempo, mesmo que se esteja sozinho. Apenas vc e o filme, tirando as corriqueiras preocupações da cabeça. As luzes se acendem e vc vai embora chegar ao ponto de ônibus e ir pra casa. Acorda no dia seguinte e a rotina semanal continua. Mas por quanto tempo esta rotina irá durar? Esta é uma pergunta de que tenho medo que seja respondida a mim.
3 Responses
  1. Cadu Says:

    Li.
    E comentei.


    Abraço!


  2. Anônimo Says:

    oi!


  3. Anônimo Says:

    entaum... podia eu dizer q li, mas num o fiz...

    entaum to aki soh pra tu entrar no meu blog q tah cheio de coisa nova, ateh de elizabethtown...

    chega lah e comenta!

    Nana