O Vidente
E se você pudesse ver seu próprio futuro por dois minutos? Essa é a premissa de O Vidente (Next) com Nicholas Cage. Mas o problema de se ver o futuro é que ele muda a cada vez em que é visto. O futuro ‘sabe’ que você deu uma espiada, observando as chances possíveis para se alterar eventos indesejados ou que queira se manipular.

E se esse dom lhe custa-se um alto preço, como salvar 8 milhões de pessoas? E de quebra no processo, você conhecesse o amor de sua vida, que está sujeito à morte durante a busca pela salvação de tantas vidas? Não salvando os 8 milhões, você, o amor de sua vida e todo o resto, morrem! Optando somente por ela, põe-se em risco a vida dela e a sua! Este é o dilema de Cris Johnson, personagem de Cage.

O jeito como conhece a personagem Liz (Jessica Biel) é interessante. Em seus sonhos a via, sempre em flashes e imagens rápidas, mas sabia da certeza de encontrá-la. A questão é como seria para fazer parte da vida da jovem.

Sentado a uma lanchonete, olha incessantemente ao relógio de pulso e outro a parede em sua frente. Eis que surge então ela. Bom, como sabem... linda! Ela de fato é linda e não encontro um defeito sequer. Olhos verdes, cabelos encaracolados, lábios carnudos, sorriso encantador de fazer babar.

Como convencer uma mulher daquelas de que o destino de ambos está junto? Somente a observa e por dois minutos norteia todas os jeitos possíveis de aproximação. Neste blog comentei anteriormente que fiz o mesmo que Cris, pelo menos na parte de tentar deixar a melhor impressão possível. Mas ele tem uma ‘leve’ vantagem... Olhar o futuro. Eu, não e ainda assim arrisquei e... Bem leiam ‘O Dia Depois do Blockbuster’ e saberão como acaba a minha estória.

Voltando a trama do filme... por olhar o futuro, um efeito dominó é desencadeado e a fim de evitar mais desastres, uma olhada dois minutos a frente de seu próprio destino. Mas qual seria a graça da vida se fosse possível antever tudo? É como diz a personagem Liz para Cris ao ser perguntada se acredita em destino. “A vida é para ser uma surpresa. De que graça haveria se pudesse ver tudo?”

Não há como não ver lógica no que a bela diz, embora também me pergunte que mal haveria em saber como seria apenas dois minutos de meu próprio curso de vida em momentos mais significativos.

Bom... questões filosóficas à parte, a trama do filme esquenta mesmo com aproximadamente 1 hora de duração, numa perseguição a Cage. Este que foge das autoridades que querem saber quando será o próximo ataque de terroristas em solo Norte-Americano. Isto não sem antes convencer a sua amada de suas habilidades sem parecer completamente louco.

O método de que usa para convencê-la de seu poder é interessante, mas não tão envolvente emocionalmente como a forma usada para conquistá-la. Mesmo com cara de choro característica e freqüente em quase todos os seus filmes, Nicholas Cage define a palavra beleza na visão de um artista italiano, cujo nome me sai da cabeça.

No termo seria algo como partes em que o somatório destas causa fascínio em quem observa, não sendo necessário alterar, tirar ou incluir qualidades... e completa com truque mágico de um papel em chamas “Como esta flor”. Até ai, momento Hollywood, coisa bem típica de filme mesmo. Mas o forçado é como estava ‘vestida’ Jéssica Biel: Uma mini toalha com o corpo molhado e brilhando do pós-banho. Atento ao detalhe de que neste momento completava apenas 24 horas em que se conheceram e já estava lá, nua para ele na cama. “Ele tem o mel” como dizem.

Juliane Moore está no filme, mas seu personagem lembra a forma como interpreta Clarice Starling com Antony Hopkins em Hannibal. Um pouco mais segura de si, estilo ‘bad ass motherfucker’, porém, comparações com a agente que caçava o canibal Hannibal são inevitáveis.

Não há exatamente uma reviravolta no filme que deixa o queixo caído, contudo o ‘final’ da estória dá margem a uma seqüência. Afinal, o personagem tem a capacidade voluntária de usar suas habilidades e do jeito como as coisas terminam em O Vidente (Next), uma seqüência não está fora de questão. Isso, desde que não façam cagada com o que vier a seguir, coisa muito comum em Hollywood. Tudo que se precisa é de um bom roteiro, potencial, e este filme tem isso.

Encerro este texto com uma pergunta que nem mesmo é preciso ser vidente para adivinhar: E se você pudesse ver o próprio destino? O que você faria... Mudaria ou o aceitaria como é?
1 Response
  1. Mayna Nabuco Says:

    Depende muito do que eu visse. Mas creio que deixaria a vida seguir o seu curso. Todos temos um destino, um caminho a seguir e cabe a nós mesmos mudarmos ou deixar que ele siga o seu próprio curso e enfrentar os obstáculos que virão pela frente.
    Bjux!