Cloverfield - Monstro
Esta história seria mais um filme catástrofe que se passa na megalópole de Nova Iorque, símbolo da economia mundial, se não fosse os novos ângulos sobre como contar um filme de monstro, literalmente. A idéia do diretor Matt Reeves e do produto J.J. Abrams, o criador de seriados como Felicity, Alias e o furacão de audiência Lost, foi captar tudo com uma câmera digital caseira. Ponto forte!

Tudo começa quando amigos organizam uma festa para Rob Hawkins (Michael Stahl-David) que partirá para a terra do sol nascente e tudo é registrado pelo melhor amigo Hud, interpretado por T.J. Miller.

A ironia é que na noite de despedida, a Big Apple é atacada por um monstro, e como se sabe, cidades sendo esmagadas por uma furiosa e gigante criatura teve seus primórdios em contos de ficção japoneses, Godzilla é o mais famoso.

Mas antes mesmo do ataque, há um pouco da vida do protagonista gravada em sua câmera com fofocas e desilusões, acerca de Rob com sua amiga Elisabeth sendo encarnada por Odette Yustman. A geração do Youtube.com deve ter empatia, pois são momentos aparentemente íntimos ou engraçados daqueles bem típicos encontrados no site. Isso certamente terá apelo aos jovens desta Era tecnológica.

Aproximadamente aos 20 minutos vemos um pouco da massiva destruição da cidade na perspectiva dos personagens, a gente comum. Enquanto que todas as pessoas em sã consciência tentam fugir, os protagonistas vão à direção oposta por causa de Elisabeth, que após a briga com Rob vai para casa no centro da cidade, o maior foco da destruição. Daí vê-se como os movimentos rápidos e enquadramentos nada técnicos podem dar um ar certo de tensão, que aliado ao drama particular, provam nada poder fazer a não ser tentar permanecerem vivos.

Mas não se engane se espera ver somente a devastação causada pela criatura, pois poderá decepcionar-se já que o foco é o drama passado por meros mortais, e não como são os heróis que combatem a ameaça. Mas o ponto negativo não habita exatamente na ausência da ação descomedida, muito comum aos filmes catástrofe, mas sim nos instantes que precedem o fim da história e isto você terá quer ver para tirar as próprias conclusões. Se o filme fosse ao contrário do que se vê na telona como um Independence Day, O Dia Depois de Amanhã, Armagedom e até mesmo o cult Godzilla , àqueles mesmos com homens e mulheres de incríveis habilidades detonando o imenso adversário, seria mais um filme pipocão.

Ao fim da sessão houve por parte dos pagantes uma impressão de que algo ali na narrativa falta, mas tudo foi absolutamente arquitetado por Abrams e se quiser saber o que é, veja Cloverfield – Monstro.

4 Responses
  1. Quando me falam que o filme é bom, eu procuro ver. Quando me falam que o filme é ruim, como Turistas, eu tambem procuro ver. Filme que as pessoas acham mais ou menos, aí não me causa vontade de assistir. Pelo que li no seu texto, fiquei com vontade de ver Cloverfield. Por mais que vá um pouco na contramão de outros filmes do estilo, fiquei curioso.

    Efra, muito bom seu blog. Uma visão bem panorâmica do cinema. Tomara que me inspire a ecrever um pouco mais sobre o que passa nas telonas. Já está linkado!

    Abraços.................


  2. Ivan Says:
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  3. Rafael Ramos Says:

    É... Efra
    Os críticos de cinema precisam de você
    Vai rolar crítica sobre o OSCAR?
    Visita o meu blog depois

    http://papodecarioca.blogspot.com


  4. Tenos Says:
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