Homem de Ferro
Há de se convir uma coisa: O universo de histórias da Marvel ganha de lavada da concorrente DC quando se trata de adaptar quadrinhos para as telonas de cinema, e Homem de Ferro (Iron Man), que traz na direção Jon Favreau, é mais uma boa opção que agradará aos fãs. O ator por detrás da máscara e armadura vermelha e dourada é Robert Downey Jr., a escolha certa para viver Tony Stark, o bilionário cientista e dono da maior empresa bélica do mundo, a Stark Industries.

O diferencial deste personagem criado por Stan Lee (o mesmo de Quarteto Fantástico, Hulk e Homem-Aranha) à de outros super-heróis é que Stark é um dos maiores comerciantes do ramo de armas e responsável pela morte de muitos (mesmo que não diretamente) quando financia tecnologia de ponta em guerras o que certamente é um aspecto contraditório, posto que o objetivo de um herói é salvar vidas e ele na verdade é tido como o ‘mercador da morte’ pela mídia. E depois dizem que quadrinhos são para crianças...

O filme começa quando o personagem principal vai até o Afeganistão para promover a sua mais nova invenção militar, com seus óculos escuros, terno caríssimo, patriotismo à flor da pele, e sorriso altivo e pomposo estampado no rosto alegando: “Dizem que a melhor arma é aquela que não precisa ser disparada. Eu prefiro a arma que só precisa ser disparada uma vez!” Em seguida sofre um ataque e toda a sua escolta no lugar inóspito é arrasada.


Por uma ironia do destino, antes que pudesse tentar fugir, é atingido por estilhaços de um morteiro atingindo-o no peito até o coração fabricado pela própria empresa. Logo acorda e é mantido como refém, forçado a arquitetar uma arma mortal para soldados afegãos, mas ao invés disso constrói a Mark I, o protótipo da armadura tão conhecida para fugir. A única coisa que o permite estar vivo é uma peça em formato esférico de altíssima tecnologia que faz os batimentos constantes, mas ao mesmo tempo fonte de riquíssima energia posta em esforço conjunto com Yin-Sen (Shaun Toub), cientista também mantido no cativeiro a força.

Compondo o restante do elenco há Gwyneth Paltrow como Virginia “Pepper” Potts, uma espécie de secretária faz-tudo do rico, mulherengo e inteligente personagem de Downey Jr. A personagem não contribui muito na trama, mas é o interesse amoroso do garanhão, então lá está ela a assessorá-lo e mantê-lo em alerta ao trabalho. Há também Terrence Howard que faz o coronel Jim Rhodes e passa a acobertar as ações do então amigo super-herói. Este personagem nas hq’s faz o War Machine e quem sabe podemos vê-lo num traje prateado e negro na seqüência. Por último Jeff Bridges que incorpora o nefasto Obadiah Stane (Monge de Ferro nas revistas) que conheceu o pai do milionário e compõe o time da Stark Industries.

O visual da armadura é muito bem elaborada, vemos cada peça a ser montada e movendo-se enquanto é vestida. Entretanto em algumas cenas é identificável que é composta por efeitos de CG, mas ainda assim digna de arrancar elogios pelos detalhes de cada movimento. A ação e o bom humor (sem falar no sarcasmo de Tony) é outro ponto a se destacar. Por onde passa é destruição na certa, como a que o Homem de Ferro está numa zona de guerra no Afeganistão contra soldados rebeldes ou a fugir de dois aviões de caça aos céus entre as nuvens e explicando ao seu amigo, o coronel Rhodes que está a caçá-lo, onde está e o que faz, repleto de uma trilha de Rock ‘n’ Roll. Aliás, a trilha sonora é mais um ponto fortíssimo que conta com Back In Black do AC/DC, Hell Above Water do Curve, Hey Man Nice Shot do Filter e a clássica Iron Man do Black Sabbath!

Há algumas curiosidades no filme, como a presença de agentes da S.H.I.E.L.D. (Superintendência Humana de Intervenção, Espionagem, Logística e Dissuasão) muito conhecida no universo Marvel em estórias publicadas e animações; a participação do diretor Favreau como guarda-costas de Tony Stark e uma pequena impactante surpresa após os créditos finais que poderá dar rumos interessantes ao futuro da franquia. Homem de Ferro certamente irá agradar aos que curtem as revistas em quadrinhos, e para os que não conhecem é uma boa forma de familiarizar-se com a mitologia deste rico universo.
1 Response
  1. Rafael Ramos Says:

    Fala Efra
    Tu tá a cada dia melhor hein moleque
    Tô louco pra ver sua análise sobre o Speed Racer
    Tomei vergonha na cara e voltei a escrever
    Dá um pulinho lá no meu blog
    Vlw

    http://papodecarioca.blogspot.com